Cosme e Damião: fé, milagres, doces e sincretismo!

 

Atualmente, já não é muito comum, o hábito de distribuir doces, no dia de Cosme e Damião. Embora a tradição ainda resista. Principalmente em estados como Rio e Bahia. Mas a devoção aos santos, permanece. Mas o porquê de várias religiões referendarem esses dois santos? E de onde surgiu a tradição de distribuir doces? Enfim! Vou contar um pouco dessa curiosa história. Cosme e Damião. Santos, que trazem devoção, fé, milagres, doces. E simbolizam tão bem, o sincretismo religioso, no Brasil.

Antes de tudo, como surgiram? Eles nasceram na cidade de Egeia, Arábia. Por volta do ano 260. Filhos de uma família nobre, estudaram Medicina. E a praticavam, sem aceitar qualquer pagamento ou compensação. Eram dotados de grande fé cristã. Rejeitavam a idolatria. No dia a dia, praticavam a compaixão e o amor. E usaram o exercício da profissão, para divulgar o Evangelho.

A origem do culto e da tradição de distribuir doces

Segundo a lenda, quando atendiam crianças, ofereciam-lhes balas e doces. Para que não sentissem medo. Por isso, são conhecidos como protetores das crianças. E também dos gêmeos. Uma paciente curou-se de uma grave enfermidade. Agradecida, presenteou Damião. Damião teria recebido o presente, porque a paciente pediu que ele aceitasse. “Em nome de Deus”. Mas isso incomodou Cosme. Porém, em sonho, Cosme ouviu uma voz. Ela disse que Damião aceitou, porque foi pedido, “No Meu Nome”. Portanto, para Cosme não considerar como pagamento.

Assim, seus devotos mantêm a tradição de oferecer doces e presentes. Cosme e Damião tiveram uma vida de caridades. Desapegados de bens materiais. E através da medicina, atraíram as pessoas para a sua fé. Realizaram várias curas milagrosas. São os santos padroeiros dos médicos. E também dos enfermeiros. E dos farmacêuticos.

Cosme e Damião: fé, milagres e cultos.

Portanto, os gêmeos são venerados em várias religiões. Em todo o mundo. Eles viveram como santos. E morreram como mártires. A Igreja Apostólica Romana os celebra. Assim como a Igreja Ortodoxa. E também os Ortodoxos gregos. Além das religiões de matriz africana. E até algumas igrejas de origem evangélica. Onde Cosme é conhecido como ” o Enfeitado”. E Damião, “o Popular”. O imperador Diocleciano, odiava os cristãos. Por isso, os perseguiu. Mas os irmãos não renegaram sua fé.

Por terem se mantido fiéis ao cristianismo e pelas curas a eles atribuídas, foram acusados de feitiçaria. Por isso, perseguidos. E condenados à morte. Então, foram queimados em praça pública. Primeiro, foram afogados. Flechados. E atirados de um penhasco. Mas sobreviveram. Finalmente, morreram, decapitados. Antigos pacientes, levaram os corpos de volta à Arábia. Posteriormente, transferidos para Roma. Para uma igreja erguida para eles. Na fé viveram e pela fé, morreram. Assim, até hoje, principalmente no NE, são venerados. E procurados em busca de milagres e curas.

A Presença dos santos em várias religiões

Dessa forma, no Brasil, laico e de grande mistura religiosa o culto aos irmãos santos, consagrou-se. E da mesma forma, celebrados, em diversas religiões. Inclusive, nas tradições indígenas. Nas religiões de matriz africana, Cosme e Damião são semelhantemente aos ibejis. Orixás que protegem as crianças. Filhos gêmeos, de Xangô e Iansã. Símbolos de pureza, inocência e bondade.

Crianças sentadas em torno de uma esteira, comendo. Ao centro, cestas e peneiras, com doces, e outras guloseimas.

 

Foto de Divulgação- Créditos: Halitone Rocha/www.agenciamural.org.br

No dia 27 de setembro, na Bahia, primeiramente, oferecem uma refeição. À base de Caruru e Vatapá. A casa serve primeiro, sete crianças, sentadas no chão, em torno de uma esteira. Geralmente elas comem com as mãos. Depois, que as sete crianças terminam, a casa serve os outros convidados. Em seguida, oferecem os doces, na “galinha gorda”. Em um ambiente de algazarra e alegria. De maneira idêntica aos erês. Os espíritos ou encantados, crianças. Ao passo que em São Paulo, costumam distribuir, além de balas, doces. Refrigerantes e pipoca. E também brinquedos

Cosme e Damião: fé, milagres, doce e sincretismo – a origem no Brasil

A Igreja Católica, iniciou a tradição de dar doces, em 1535. Atualmente, já não distribui doces. Mas ainda cultua os santos gêmeos, em 26 de setembro. Data em que teoricamente eles foram mortos. Além do Brasil, também Portugal, França, Itália e Espanha, os veneram, em setembro. A Igreja Ortodoxa, os celebra no dia 1º de novembro. Os ortodoxos gregos, comemoram em 1º de julho. As religiões de matriz africana, comemoram em 27 de setembro.

Muitas pessoas, mesmo sem religião, mantêm a tradição. E distribuem doces para as crianças. Geralmente, em cumprimento à promessas feitas, por parentes ou amigos. Ou em agradecimento, pelas graças recebidas. inúmeras são as curas atribuídas à Cosme e Damião. Sinônimo de fé, milagres, doces e sincretismo religioso.

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